2º Dia – Junho de 2011

Passeio a Santiago – 2º Dia – 11/6/2011

 

   A saída estava prevista para as 8 da manhã, e alguns minutos antes das 7 um índio resolveu fazer uma visita a todos os quartos e acordar a malta em altos berros, toca então a levantar tomar pequeno-almoço e preparar as Bikes para mais uma longa jornada.

A partida de Ponte de Lima

Primeira paragem no centro da cidade para um rápido cafezinho e algumas fotos, com o Nuno a arranjar uma fotógrafa da zona e o Rui Meireles a apresentar queixas de dor no pescoço e a levar a primeira massagem com “Voltaren”, feita juntamente com alguns esticões dados pelo improvisado massagista Domingos.

Real inicio pelas 8.45 h, com o Paulo a quase visitar o tapete, (creio que estava distraído a ver outra criança no colo da mãe), e com o Zé Pedro a desentender-se com as velocidades e a fazer saltar a corrente. Primeiros km de puro gozo, quer pela paisagem envolvente, quer pelo facto de ainda circular-mos em terreno relativamente plano, e de repente tal como no dia anterior mais um silvo de ar anuncia um furo na Bike do Roberto, felizmente desta vez a “nhanha” consegue tapar o furo e bastou algum tempo depois repor a pressão para continuarmos sem stress.

Zé Pedro massaja o Meireles

 O Meireles continua a queixar-se do pescoço e as cócegas do Domingos são substituídas pelas experientes massagens do Zé Pedro, que para nossa delícia depois de algumas massagens no pescoço, lhe espeta os joelhos nas costas, puxa os ombros para trás e arranca uma série de AiAiAiiiii… UiUiUiiiii, proporcionando um inesquecível momento de vídeo e algumas fotos. Entretanto é atacada a inesquecível subida da Labruja e respectiva descida, momento que estou certo todos recordam pelo fantástico gozo de BTT que proporciona, e eu pela negativa pois a minha forqueta ficou bloqueada na subida e tive de gramar as piadinhas do Meireles durante toda a descida, um pouco depois o Eduardo ocupado a tirar fotos e falar ao telemóvel nem repara que está furado e só depois de todos arrancarem telefona ao Presidente (Paulo), a informar que não tem bomba e precisa de ajuda.

A carrinha como planeado aguardava os guerreiros em S. Bento da Porta Aberta para um momento “Superbock”, finalmente a minha suspensão volta a funcionar normalmente, nessa altura constatamos que o Zé Pedro se tinha perdido do grupo e o Paulo informa-nos que a carrinha vai ficar a aguardar por ele e encontrar-se connosco um pouco mais a frente. Chegamos a Valença e recebemos a notícia que o Zé Pedro tinha optado por desistir, todos ficamos decepcionados e com pena de ele não estar ali para nos comunicar pessoalmente a sua decisão, mais um abastecimento na carrinha e toca a rolar para mais um carimbo na Catedral de Tuy, alguns km nos separavam ainda de Porriño, local escolhido para almoçar e como a fome apertava apertamos também o ritmo fazendo com que uma parte do grupo se atrasasse um pouco.

Chegados a Porriño o condutor da viatura de apoio já nos aguardava para o combinado almoço, o local escolhido tinha na ementa um prato de massa que optamos por consumir para repor as energias, aguardávamos a chegada do resto do grupo com alguma apreensão, pois tardavam em chegar e poderia ter acontecido algo, já tomávamos café quando finalmente chegaram, afinal o planeamento não servia para nada, tinham optado por almoçar poucos km antes, em suma se juntamente com o Nuno Maia, o Domingos, o Roberto e o Pinto não tivéssemos cumprido o planeado, o nosso motorista desta aventura tinha acabado por não almoçar.

Almoço em Porriño

No nosso caso com um bom almoço, seguimos em direcção a Redondela, pelo caminho a queda mais grave deste passeio, envolvo-me com o Domingos e o Maia num pequeno despique e de repente aparece no percurso uma vala que eu e o Maia conseguimos evitar, mas o infortunado Domingos que seguia na dianteira não consegue, consequência uma queda e uma série de escoriações, felizmente uns caminheiros passavam na altura e foi possível desinfectar convenientemente o nosso companheiro, (ficou todo pintado com “Betadine).

Chegados a Redondela mais um pequeno percalço, quando paramos para abastecimento o Eduardo constata que perdeu um dos parafusos de suporte do encaixe do sapato, reparação que em conjunto com o Maia resolvemos de imediato, mesmo na entrada de Pontevedra paragem numa estação de serviço para lavar as pobres e sujas Bikes, nessa altura mais um fura na minha roda da frente, felizmente um pouco de ar foi suficiente para adiar a reparação para o dia seguinte.

Pensão Alicia, Bikes arrumadas, duche tomado e toca a descer para o jantar e um pouco de convívio nesta agitada cidade, mais uma jornada estava terminada.

 

Um abraço,

 

Gaspar Moreira

 

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1º Dia – Junho de 2011

Passeio a Santiago – 1º Dia – 10/6/2011  

   Chegou o dia “D”, os participantes neste evento iniciam cedo os preparativos para a partida, o encontro está marcado para as 8 e 30h na Sé do Porto, assim enquanto o Gaspar o Roberto e o Domingos partem de Valadares já de bike, o Meireles e a sua bichinha apanham o metro na Maia em direcção à Trindade, e os restantes elementos ainda que de carro estão também a partir de Alfena em direcção ao ponto de encontro, a “excepção”, o Nuno Maia, ressona ainda por mais algum tempo, pois como o trajecto dos caminhos passa bem próximo de sua casa optou por se juntar a nós somente nessa zona.

No Largo da Sé, já se encontravam alguns outros ciclistas que iam aproveitar esta data para tal como nós fazer esta rota de peregrinação. Grupo reunido, fotos da praxe tiradas e lá partimos pelas ruelas da parte velha da cidade curtindo as escadinhas, a descida inicial e refilando a primeira vez com a íngreme subida que nos conduziu até ao Campo dos Mártires da Pátria, altura em que o nosso colega Abel Gabriel nos convidou “desde que nos portássemos bem” a tomar café no quartel do Carmo.

 Depois do café lá iniciamos verdadeiramente a nossa aventura, não que sem que poucos km passados o Zé Pedro nos fizesse parar, descobriu que se tinha esquecido dos óculos e lá ficamos em Montes Burgos a aguardar que lhos fizessem chegar, prosseguindo então para o nosso primeiro carimbo, que obtivemos nos Bombeiros de Leça do Balio, onde nos aguardava o Nuno Maia e para a nossa primeira paragem prevista em Vilarinho na zona de Vila do Conde.

Ali chegados, o Zé Pedro queixa-se que lhe é difícil acompanhar o grupo, pois a sua bicicleta, (segundo o Rui Meireles do Continente), não tem relações apropriadas ao ritmo imposto, pelo que optamos por colocar a rolar a bicicleta que levávamos como reserva, (abençoada seja), resolvendo assim mais este problema.

Forças repostas e toca a rolar novamente, com algumas paragens para as habituais fotos em Rates e mais um carimbo na credencial obtido no Albergue, cerca das 13h chegada a Barcelos, tradicionais fotos no “Galo” e almoço no Restaurante Patrique, com animado convívio.

Com pouca vontade de pedalar, mas muita de chegar a Ponte de Lima, lá partimos para buscar mais carimbos e desfrutar deste agradável trajecto, mas bolas nem 10 km depois começou a minha senda de furos, rolava em agradável trilho de terra quando o desagradável ruído de fuga de ar me chegou aos ouvidos, como mandam as regras de utilização de pneus anti-furo continuei até que o pneu perdeu quase totalmente o ar e só nessa altura parei para repor o ar perdido, e problema resolvido, pensava eu, pois 7 km passados o pneu acusava novamente falta de pressão e toca a parar para novo atestar, desta vez aguentou 10km e a coisa começou a repetir-se até que na 5ª paragens resolvi em vez de trocar a câmara, colar este malfadado furo, tarefa em que fui ajudado pelos meus companheiros de viagem.

1ª queda do Pinto

Neste entretanto é de salientar a 1ª queda do nosso amigo Pinto, (ainda que felizmente sem consequências) e o “acidente” do Paulo quando ao nos cruza-mos com uma “Mãe” que transportava ao colo uma criança, e ele se distraiu a olhar para a “criança”, (diz ele), embatendo com alguma violência no Domingos que estava parado a prestar apoio moral na reparação do tal 5º furo.

Chegada a Ponte de Lima

Poucos km faltavam para atingir Ponte de Lima e o raio do pneu estava em baixo outra vez, farto de tanto furo e com o objectivo do dia a pouca distância acabei por optar continuar a encher o pneu e só trocar a câmara ao chegar ao destino, nessa altura constato com espanto que os meus companheiros de viagem que gentilmente me tinham colado o furo, simplesmente colaram o patch a cerca de 20 cm do furo, pelo que era inevitável o esvaziar constante da câmara. (Grandes amigos que eu tenho).

Cervejas consumidas, (por eles, pois eu estava a trocar a câmara) e toca a andar até a “Casa de S. João” que alugamos para pernoitar, Bikes lavadas, merecido banho de piscina tomado e toca a preparar uma bela churrascada para o jantar.

Banho de piscina, antes do jantar.

Terminou em grande este nosso 1º dia de Aventura Santiago.

 

Um abraço a todos,

 

Gaspar Moreira

 

Porto – Sagres

Porto – Sagres em bicicleta

 

Este ano ainda não fiz um grande passeio de bicicleta, diz o Pires em jeito de desabafo, acho que vou em Julho até Sagres, queres alinhar?

Vejam aqui as Fotos

Cliquem na imagem para ver as fotos

Cliquem na imagem para ver as fotos

E assim começou a ser delineada esta nossa aventura, alguns contactos e evento publicitado no Facebook, manifestavam a nossa intenção de fazer esta jornada em 3 dias, com paragens na Nazaré e em Setúbal.

Três dias, vocês são doidos, diziam a maioria dos nossos amigos, em bicicleta de BTT nem pensar diziam outros, e de repente mais um aventureiro se candidata, o Nuno Maia, também ele amante da bicicleta e deste tipo de aventuras.

Certo é que com vários tipos de justificação, mais ninguém se quis arriscar a percorrer connosco estes cerca de 600 km, e na data prevista 22 de Julho, lá nos encontramos bem cedo para iniciar este grande passeio de bicicleta.

 

1º dia

 

Dia 22 de Julho de 2011

Neste 1º dia a ideia para fazer esta primeira série de mais de 200km, era partir pelas 6.30h da manhã e chegar ao destino pelas 19h, mas as coisas foram um pouco diferentes.

O encontro conforme previsto foi pelas 6.15h num snack-bar que se encontra aberto toda a noite, até aqui tudo bem, mas os preparativos de partida foram um pouco mais demorados, e a atrasada saída só aconteceu bem perto das 7.

Toca a rolar em direcção a Ovar em ritmo forte, pois além da vontade de pedalar na “nossa cabeça” começávamos atrasados, chegados a Aveiro paragem numa pastelaria para um segundo pequeno-almoço e pequena paragem para retemperar forças, constatamos nessa altura que a média inicialmente planeada estava largamente ultrapassada, mas tudo estava a correr bem e arrancamos com a mesma cadência.

 

2º Pequeno-almoço

A partir desta altura a paisagem começou a merecer reparos, pois como sabem a vista da Ria, o percurso mais rural e as longas rectas imperam até à Figueira, que alcançamos pelas 11.30h, cerca de uma hora mais cedo que o previsto, ainda que com partida atrasada.

Era prevista nesta altura paragem para almoço, mas a opção foi rolar um pouco mais pois a hora ainda não convidava a repasto, assim rolamos mais alguns km e só pouco depois das 12.00h procuramos local para abastecimento reforçado.

Uma hora depois, com forças retemperadas e conversa em dia sobre este inicio de passeio, lá arrancamos novamente em direcção a Leiria, a nossa intenção era nesta fase seguir junto da costa, pelo que pouco depois da Guia mais concretamente em Monte Redondo, voltamos em direcção ao Mar para atingir a praia da Vieira, (Vieira de Leiria), e fazer então a longa recta que nos separava de S. Pedro de Moel.

S. Pedro de Moel

Para nossa grande surpresa faltavam ainda cerca de dez minutos para as 15.30h e já fotografávamos S. Pedro de Moel, nas nossas contas 25 km nos separavam do final pelo que a opção esplanada foi nesta altura tomada para fazer tempo e contactar o João para apressar a sua saída do Lourosa ao nosso encontro com a bagagem,  mas meia hora passada a vontade de terminar chegou e lá seguimos pela Nacional até ao ponto final deste nosso 1º dia, A Nazaré.

Batiam as 17h e entravamos na recepção da Adega Oceano, local escolhido para descanso neste primeiro dia de viagem, Check-in efectuado e lá fomos até aos quartos para aguardar o João que só chegou pelas 19h conforme previsto.

Rescaldo deste 1º dia – Belo passeio, até agora sem grande dificuldade e cumprido em tempo recorde, tínhamos previsto uma velocidade média de 20km/h e estamos nesta altura com 26,73 km/h, em termos de paisagem também foi interessante observar a evolução de ambiente de cidade para paisagem rural, a excelente vista sobre as dunas na praia da Vieira e o percurso final em zona de mata que nos conduziu até à Nazaré.

Amanhã teremos mais um dia de contrastes nesta nossa quase aventura de travessia.

 

Um Abraço a todos,

Gaspar Moreira

 

 

Vídeo do 1º dia

 

2º Dia

 

São sete horas toca a acordar, afinal o corpo não se ressentiu como eu previa, tudo está Ok, 7.30h vamos lá ao pequeno-almoço reforçado.

Poucos minutos passavam das 8 e arrancamos para mais uma jornada de Bike, o destino final era Setúbal, a manhã estava um pouco fresca mas a paisagem da Nazaré compensava tudo, na ponta da praia primeira paragem, um pequeno veleiro saía da barra e nada como relaxar um pouco antes de enfrentar mais uma série de km.

Os primeiros km conduziram-nos por entre paisagem campestre até as Caldas da Rainha, com passagem relativamente próxima de Óbidos, ( pena o tempo não dar para visitar a Feira Medieval que decorria lá nessa altura ), como nos dirigíamos para o interior a inclinação de quando em quando fazia-nos companhia, mas nada demais, começavam a aparecer na paisagem pomares e pomares de maçã que enchiam completamente o horizonte e nos faziam pensar em parar para literalmente roubar alguns dos belos frutos que enchiam as arvores.

Alenquer aproximava-se e algumas subidas mais duras criavam ambiente para termos que contar, atingida a cidade faltavam cerca de 11 km de constante mas suave sobe e desce até atingirmos Vila Franca de Xira, local escolhido para almoço.

Passavam catorze minutos do meio-dia e eis-nos a chegar ao restaurante escolhido, um já conhecido do Pires que fica bem no centro da cidade, mais uma vez a média efectuada era mais alta que o previsto, pois descontado as paragens estava novamente acima dos 26 km/h.

Almoço regado com algumas imperiais e toca a rolar para enfrentar as DURAS Planícies Ribatejanas, acreditem que não é fácil rolar km e km em linha recta sem que a paisagem mude um pouco. O calor apertava e a água começava a escassear, nessa altura tive o único percalço da jornada, fiquei sem o preciso liquido e comecei a desidratar de tal forma que a boca secou e a dor de cabeça apareceu de um momento para o outro, por sorte num cruzamento um pequeno café permitiu-me comprar o tão precioso liquido e com goles de água de 5 em 5 minutos lá consegui repor líquidos e deixar de ter a incomodativa dor de cabeça

O único motivo de interesse desta jornada, acabou por ser o avistar do Castelo de Palmela, fraca consolação, pois a subida que o antecedia ficou seguramente gravada na memória de todos, a fabulosa descida até Setúbal porém também é motivo de recordação, depois de atingido o Castelo o trajecto desce de forma acentuada até ao limite da cidade, fantástico prémio para o finalizar desta etapa.

Pelas 16.30h já tocávamos a campainha da Residencial Setubalense, ponto de descanso escolhido para este dia.

 

Rescaldo da etapa:

 

Agradável fase inicial, com algum trajecto em percurso citadino pelo meio e a chatice de ter de rolar no inicio da tarde pelas intermináveis planícies Ribatejanas, mas com um final de paisagem deslumbrante sobre Tróia, Baía do Estuário do Sado e Parque Natural da Serra da Arrábida.

 

Um Abraço a todos,

Gaspar Moreira

 

Vídeo do 2º dia

 

3º Dia

 

   Mais uma vez tivemos de madrugar, o Ferry para Tróia partia um pouco antes da 8 horas e não era conveniente perde-lo pois o seguinte atrasava a nossa viagem, assim um pouco antes das 7 já tomávamos pequeno-almoço reforçado e preparávamos as bikes para esta etapa de mais de 200 km.

A manhã estava convidativa, com um Sol a brilhar sem demasia e amena temperatura lá nos dirigimos ao Ferry para uma agradável travessia, desta vez os Golfinhos não nos brindaram com a sua presença mas a paisagem compensava esta pequena falha.

O Ferry para Troia

Cerca das 8.30h era chegada a altura de novamente pedalar rumo ao destino final, o aquecimento foi feito ao longo da margem apreciando a paisagem e as imensas aves que nela se alimentavam, alguns km de pois na Comporta paragem para um café e toca a rolar novamente, passagem por Pinheiro da Cruz em direcção a Sines em estradas que correm por entre a floresta e que nos fazem passar bem próximo da conhecida Lagoa de Stº André.

Sines ficou para trás e começámos a desfrutar a fabulosa paisagem da Costa Vicentina, ( recomendo vivamente um demorado passeio por estas bandas ), as falésias e pequenas praias começavam a aparecer e com elas um fervilhar de vida que recordo com agrado, até que cerca do meio-dia qual cereja no topo do bolo chegamos a Porto Covo, local paradisíaco que mereceu paragem para fotos, onde encontrámos gente da nossa terra  e onde aproveitamos para almoçar.

Recomeçamos a jornada avançando até Vila Nova de Milfontes, nesta altura a viagem mais interior trazia paisagens menos agradáveis, mas chegados a Odeceixe tudo voltou a mudar, aparecia nesta altura a real dificuldade desta jornada, o carrossel da Serra que num sobe e desce constante nos conduzia até Vila do Bispo, este foi um dos troços que mais me agradou em termos de prática da modalidade e que chegou a proporcionar um agradável despique com um Inglês, que por estar a rolar com uma bicicleta de estrada pensava conseguir subir mais rápido que nós, ( cedo perdeu a vontade de competir pois em 8 km de subida perdeu cerca de 5 minutos, mais de 500 km de estrada davam frutos ).

Mas voltemos ao que interessa, Vila do Bispo atingida e só restavam cerca de 10 km até ao final, as estradas começavam a estar cheias de tráfego, o encanto desta aventura estava a terminar mas acreditem que avistar a Fortaleza de Sagres é por si só recompensa do esforço dispendido.

Aventura cumprida com média acima de 25 km/h, coisa que pensavamos impossível no nosso planeamento inicial, dura mas agradável e seguramente a repetir. Uma coisa é certa, se puder, próximo ano volto a fazer este trajecto.

 

Rescaldo da etapa:

Saída de Setúbal com paisagem fabulosa, Costa Vicentina a revisitar com calma, Porto Covo é demais, a Serra do Sudoeste Alentejano proporciona um final fantástico a estes mais de 600 km de aventura.

 

Vídeo do 3º dia

 

 Um abraço a todos e até ao próximo ( PORTO / SAGRES )

Gaspar Moreira

 

 

Planeamento Santiago 2011

Santiago 2011

 

PREPARAÇÃO, PLANEAMENTO E TREINO

 

 

A malta do BTTAlfenense manifestou vontade de este ano o grupo concretizar um projecto antigo de fazer os Caminhos de Santiago com partida da Sé do Porto, assim e como já era minha intenção fazer este trajecto este ano, apoiei e incentivei este projecto.

 

Algumas conversas, projecto apresentado aos elementos do grupo, data definida para o evento, e toca a programar alguns passeios mais longos para os que decidiram participar ( 90 km em BTT e Alfena-Srª do Salto ), de forma a ganhar algum ritmo e treinar capacidade de resistência, mais algumas reuniões de preparação e planeamento, alguns conselhos e sugestões e tudo ficou alinhavado da seguinte forma:

– Carrinha de apoio, para transporte da bagagem, abastecimento em pontos programados e transporte de regresso

– Etapas estruturadas, com dormidas planeadas em Ponte de Lima e Pontevedra

– Bicicleta de reserva ( que acabou por ser utilizada por um dos participantes )

– 2ª Carrinha para transporte das bicicletas no retorno de Santiago

A partida ficou marcada para 10 de Junho de molde a aproveitar os 3 dias de fim-de-semana prolongado, conseguimos alugar uma casa em Ponte de Lima com piscina ( fantástico ), e conseguimos alugar uma pensão bem no centro de Pontevedra, tudo a 100% para esta aventura.

   Participantes confirmados:

  Paulo Miranda 

  Gaspar Moreira

  Eduardo Sousa

  Roberto Rocha

  Domingos Moreira

  Abel Gabriel

  Nuno Maia

  Rui Meireles 

  Zé Pedro

  Sr. Pinto

 

 

Um Abraço a todos os participantes,

Gaspar Moreira

 

3º Raid da Agrela

3º Raid da Agrela

29 de Maio de 2001

 

O Raid da Agrela começa a ser uma referência dos passeios BTT a não esquecer no calendário anual, a comprova-lo a participação de 400 participantes no evento deste ano, brindados com uma fabulosa recepção e um agradável 2º pequeno-almoço, com uma organização exemplar que inclui actividades para acompanhantes e uma bem estruturada escolha de trajecto principal para o evento.

Com partida da sede do grupo organizador, o trajecto deste ano começava por dar uma pequena volta por trilhos da localidade, e seguia depois na direcção da conhecida Serra, pelo caminho uma fase inicial relativamente rolante antes de começar a real subida, que acontecia por trilhos que notoriamente foram limpos e preparados para o evento.

O trajecto de subida ainda que sem excessiva inclinação, era longo e por vezes aproveitava alguns agradáveis single-track para ligar os estradões desta bonita Serra, como prémio ao chegar ao topo o primeiro ponto de abastecimento aguardava os participantes para uma merecida hidratação, pois o calor apertava e o desgaste já se fazia sentir.

Depois de degustada uma suculenta laranja e com o grupo reunido, era altura de atacar a descida, e parabéns pela escolha, o trajecto escolhido até aqui pouco técnico mostrava agora todas as potencialidades desta bonita Serra, com trilhos de pedra solta e um constante carrossel que nos deliciava com uma mistura de partes técnicas quer em descida, ligeiras subidas e magníficos single-tracks, chegando mesmo a fazer-nos utilizar o leito de uma felizmente quase seca linha de água.

Cerca de 10 km a subir, complementados com cerca de 10 km a descer e era altura de mais um ponto de abastecimento, desta vez com algo mais substancial, devo dizer que por sinal gostei mais das “Fêveras” da Agrela do que das várias bifanas que consumi, e que sinceramente nem cheguei a provar o entrecosto, saliento também que com o calor que se fazia sentir neste ponto, as bem geladas “mini” sabiam a pouco, e só com mais do que uma era possível acalmar a sede que sentíamos na altura.

Devidamente satisfeitos com a paragem, toca a pedalar até ao final desfrutando os excelentes trilhos deste bem organizado Raid.

E eis-nos novamente chegados ao ponto de partida, altura de desfrutar de mais algum alimento proporcionado pela organização, nesta altura a fome apertava um pouco de tal forma que vi uma participante no evento, conseguir numa só trinca engolir metade de uma enorme banana.

Algumas entradas, o esperado porco no espeto, caldo verde e uma fatia de bolo, terminaram este agradável dia de BTT.

 

Participaram pelo BTTAlfenense

 

Paulo Miranda

Eduardo

Roberto

Nuno

Gaspar

Danone

Vigilante

Vitor Miranda

 

Um abraço e até ao próximo evento,

 

Gaspar Moreira

 

Fotos

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Alfena – Sr.ª do Salto

Alfena – Sr.ª do Salto

Sábado 21 de Maio de 2011

 

Para este sábado planeamos mais um treino de preparação para Santiago, o trajecto com cerca de 100 km partia de Alfena e pretendia atingir o parque eólico de Rio Mau, mas a coisa acabou por ser um pouco diferente.

                     

Partimos em direcção ao marco geodésico, descemos até Valongo conforme previsto e contornamos a cidade subimos até à rotunda do Alto da Serra, seguimos então até à Capela e passamos pelo conhecido sanatório………

 

Publico o restante a curto prazo…

 

Gaspar Moreira

Empeno do Ano

O maior empeno do ano

 

   O Domingos queria testar a nova máquina de estrada, e decidimos rolar um pouco, a ideia inicial era fazer o trajecto pela Sr.ª do Salto mas as coisas não foram bem assim.

Domingo 15 de Maio de 2011, 8.30h da manhã e lá arrancamos nós para mais um passeio de estrada, o vento era por demais, mas pensei que como íamos rolar para o interior ele iria desaparecer, mais um dos enganos de hoje.

Chegados ao cais de Gaia, seguimos a marginal na direcção da barragem e o nosso amigo vento insiste em fazer-nos frente dificultando fortemente a progressão, alguns km passados pequena paragem para ajustar a altura do selim da nova máquina e passa por nós um grupo em pelotão, algum esforço e lá os alcançamos, aproveitando assim para seguir na roda e descansar um pouco, mas infelizmente ao atingirmos a barragem param no café, pelo que prosseguimos sozinhos.

Pouco antes de atingirmos o desvio para a Sr.ª do Salto, deixo cair a bomba e informo o Domingos da alteração de planos, vamos seguir em frente e rolar até Castelo de Paiva, ( pequena rosnadela, mas grande compincha, OK, tu e os teus trajectos, vamos lá ).

Apesar de já estarmos bastante para o interior o vento continuava a fazer das suas, de tal ordem que na descida que antecede Entre-os-Rios, era necessário pedalar tal a força que sentia-mos no peito, restava-nos a ideia de que o regresso teria assim uma grande ajuda, outro dos enganos de hoje.

Atingimos Entre-os-Rios e prosseguimos em direcção a Castelo de Paiva, aproveitando um pequeno café para relaxar um pouco beber uma Coca-Cola, e iniciar então o ataque àquela verdadeira Montanha Russa que é a margem esquerda do Rio. O raio do vento que tanto pensávamos vir a aproveitar, raramente se fazia sentir, e a progressão era 100% feita á custa de perna cansada, passagem por Pedorido e continua o carrossel até a interminável subida que antecede a passagem por Canedo, pelo caminho passamos por alguns grupos que com ainda mais dificuldade que nós se arrastavam por estes intermináveis declives.

Canedo ficou para trás e continuamos na direcção da Nacional nº 1, que entroncamos junto da garagem da Feirense, Nacional até aos Carvalhos e passagem por Canelas antes de regressar a Valadares e fazer alguns minutos de merecido descanso deitados na relva do jardim.

 

Em jeito de rescaldo, só posso dizer que não me lembro de passeio de estrada que me tenha deixado com as pernas tão rebentadas quanto este.

 

Dados deste passeio:

 

Tempo de viagem – 4h 9m

Média horária – 25,01 km/h

Distancia percorrida – 103,31km

Velocidade máxima – 59,9 km/h

 

Um abraço, e até um próximo empeno,

 

Gaspar Moreira